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    <title>RESUMISMO</title>
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    <description>Recent content on RESUMISMO</description>
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    <lastBuildDate>Fri, 13 Mar 2026 14:40:00 -0300</lastBuildDate>
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      <title>Microposts</title>
      <link>https://resumismo.blog.br/microblog/</link>
      <pubDate>Wed, 04 Feb 2026 10:55:00 -0300</pubDate>
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      <description>&lt;p&gt;Aqui ficam os fragmentos que não cresceram o suficiente para virar uma postagem adulta. Viraram micropostagens.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-06-02 18:46&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;E até que tenho tomado gosto por este arquivão de microtextos. Dei tchau pro mastodon e espero deletar o xis em breve ou, pelo menos, dificultar muito o meu acesso.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-06-02 18:33&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Achei um &lt;a href=&#34;https://letterbird.co&#34;&gt;serviço de formulário&lt;/a&gt; muito honesto e resolvi tirar os comentários novamente. Descobrindo que odeio dar manutenção nessas coisas (porque isso é meu trabalho, também).&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-03-12 16:43&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;A fonte vencedora foi a Roboto Slab pro corpo e Inter no título. Causa-me certo incômodo baixar uma fonte inteira só por uma palavra, espero que os deuses dos &lt;em&gt;Motherfucking Websites&lt;/em&gt; me perdoem.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ainda no assunto manutenção de rotina, tenho achado o nome/domínio do blog específico demais. Chegando no fim do ano troco por um nome mais geral tipo “Blog do Souzsa”, sei lá (nem sonhando que vou desperdiçar 10 meses de domínio).&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-03-12 16:42&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Há muito que eu queria mexer no contraste e fonte do texto. Acredito muito na teoria de que a maioria dos temas e sites são elaborados em telas com mais de 96ppp. É a única explicação pra um contraste tão baixo. Não sobra nada para nós pobres e seus Lenovos baratinhos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-28 12:57&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;O site ficou dois dias inteiros fora do ar, cortesia do baixíssimo padrão de instalações elétricas no Brasil. O lado positivo é que tive mais tempo para ler, e o tempo em si pareceu passar mais devagar sob a luz de velas.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-17 22:13&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Habemos comentários!!!&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas falta substituir o CSS padrão do Isso, pois não fica bom no modo escuro do site.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-12 15:20&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Dei uma lida na documentação do GoToSocial. Não parece tão difícil/trabalhoso de instalar. Mesmo assim ainda são vários detalhes para atentar antes de criar o perfil. Por ora minha decisão é sair e tomar sol.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-12 09:38&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Infelizmente a migração não foi sem problemas. O Miniflux perdeu os feeds (ainda bem que eu tinha o .opml) e a informação de quais postagens já foram lidas. Muita preguiça de refazer a migração. Vou marcar tudo como lido e vida que segue.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-12 09:30&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Dei uma ajeitada na infra do servidor que hospeda este site e uns aplicativos que eu uso. Agora tudo roda numa VM pra facilitar o backup e me dar um pouco mais de paz de espírito.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Agora é uma boa hora pra eu tentar instalar o GoToSocial. Vai servir muito melhor para essa coisa de microposts, porque é&amp;hellip; um microblog.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-08 09:09&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Ghosting é uma das atitudes mais grosseiras e infantis que passamos a achar a normal. E nem dá pra condenar totalmente quem faz isso, porque as redes sociais transformaram relacionamento numa corrida de ratos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O Instagram normalizou essa coisa de puxar assunto com gente aleatória via DM. Muita gente passou a usá-lo como um tinder, com tudo de ruim incluso. O que a mulher pode fazer quando tem dezenas de homens ao mesmo tempo enviando mensagens pra ela? Vácuo. Não tem outro jeito. Vai se criando um hábito, uma percepção inflada de si, e de repente tudo é resolvido na base do vácuo. Virtual ou presencialmente, não importa, se perder o interesse é mais fácil desaparecer do que ter o mínimo de educação com a outra pessoa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O “ah mas os homens não aceitam o fora” é a versão feminina do “vão me acusar de assédio”. Um abusador não fica magicamente inerte só porque você não respondeu. Não deixar o perfil aberto é muito mais efetivo, mas aí não tem os likes nem atenção de desconhecidos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;As redes sociais, principalmente o Facebook e o Instagram, não à toa tocados pela empresa de um nerdola sem noção, incentivaram todo tipo de comportamento tosco, egocêntrico, que agora todos acham normal.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;(revoltado lembrando dos vácuos que eu tomei)&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-06 15:25&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Fui compilando ao longo dos anos uma lista imensa de filmes, séries e livros com recomendações que fui encontrando no xis. Eu bem que podia ficar offline uns bons meses pra ler e assistir tudo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O algoritimo do xis piorou muito de uns anos pra cá. Essa coisa de pagar por visualizações e engajamento só serviu pra incentivar rage bait e bobagens escritas pelo chat gpt. É interessante que até o formato dos tweets recomendados tem seguido umas receitinhas prontas, tipo “tal coisa não é X, é Y. E Z, pois W” etc.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Aproveitando pra dar uma dica: se você usa ublock no navegador (use!) tem como bloquear partes da página. Arranquei fora o botão do “Para Você”. Mais uma vantagem de acessar pelo navegador.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-04 11:00&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Como já estou fuçando no repositório vou mudar o tema também. Sempre gostei do tema padrão do bearblog.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-04 10:32&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;A utilidade disso me parece questionável sem comentários ou algum tipo de divulgação nas redes onde já tenho conta (sem ser mero ctrl-c ctrl-v de links). A não ser que eu replique tudo manualmente, mas seguiria sem comentários nesta página.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;ol&gt;&#xA;&lt;li&gt;Arlon&lt;/li&gt;&#xA;&lt;/ol&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;Olá!&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Nunca te li antes, soube do teu blogue pelo Lerama.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Me chamou a atenção o micropost com o metadado 2026-02-04 10:32:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;[acima]&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;Que tal você manter essa página como uma espécie de /now, onde você comenta sobre coisas que tem feito recentemente? &lt;a href=&#34;https://blog.ayom.media/ideiasdechirico/agora&#34;&gt;No meu blogue mantenho uma&lt;/a&gt;. Lá também tem falando sobre o movimento /now. Não que eu esteja falando para vocẽ manter uma /now, mas isso pode te inspirar para alguma coisa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Valeu!&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;ol start=&#34;2&#34;&gt;&#xA;&lt;li&gt;Souzsa&lt;/li&gt;&#xA;&lt;/ol&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;Opa!&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Cadastrei o site no Lerama acho que na semana passada, então essa foi mais ou menos a primeira postagem. A &amp;ldquo;infra&amp;rdquo; aqui tá meio capenga ainda mas vamos indo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu já tinha visto alguns blogues com /now mas não sabia que tinha um movimento por trás, achei interessante isso. É algo que posso fazer quando/se eu desativar de vez redes que tenho, tipo o Instagram. No caso dos microposts, estava pensando em fazer algo tipo os snippets do &lt;a href=&#34;https://onlinegoddess.net&#34;&gt;onlinegoddess.net&lt;/a&gt;. É uma página pra juntar os textos que não valem uma postagem inteira. Meio que serve de /now também.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-04 09:12&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Estou testando a ideia de uma página de &lt;em&gt;micro postagens&lt;/em&gt;, uma espécie de substituta do Twitter e do Mastodon. O processo de postagem não é dos mais diretos mas é simples o bastante. Basicamente, fica tudo num arquivão, este mesmo que você está lendo se eu não mudei o processo, e vou adicionando as novas publicações (?) no topo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;2026-02-04 09:11&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;Aqui vai um testo de texte&amp;hellip;&lt;/p&gt;&#xA;</description>
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      <title>Olhando pro teto</title>
      <link>https://resumismo.blog.br/posts/2026-03-13-olhando-pro-teto/</link>
      <pubDate>Fri, 13 Mar 2026 14:40:00 -0300</pubDate>
      <guid>https://resumismo.blog.br/posts/2026-03-13-olhando-pro-teto/</guid>
      <description>&lt;h1 id=&#34;olhando-pro-teto&#34;&gt;Olhando pro teto&lt;/h1&gt;&#xA;&lt;p&gt;No Introdução ao Cristianismo, diz o Ratzinger (o Papa Bento XVI) que, se o crente sente por vezes o peso da dúvida contra a fé, o descrente sente o peso igual de um inevitável “e talvez seja verdade”.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Aliás, acho que isso explica por que tanta gente que nem tem religião se sente tão ofendida quando alguém afirma uma doutrina. Se fulano não acredita, não deveria se importar, mas esse é o pulo do gato: ele já duvidou do materialismo, foi pego no dilema da fé, e agora o “talvez” o persegue. As partes da doutrina que o incomodam tocam esse nervo inflamado por meio dos pecados que ele não quer abandonar.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Diante do “talvez” só restam duas opções: aceitar ou ignorar completamente o assunto, se não o sujeito fica aí caçando briga e passando raiva à toa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Às vezes fico me imaginando tendo discussões teológicas no BBB. Tenho que parar com isso.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Outra imagem interessante do livro é a do crente representado como amarrado a uma cruz que paira sobre o abismo. A dúvida, que é inevitável na vida do cristão, traz sempre consigo a ameaça de lançá-lo para o Nada.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Até hoje não entendo direito o que é “sentir o Espírito Santo”. Divago sobre se isso é falta minha ou da RCC, não que eu ache “sentimento” um negócio muito relevante em matéria de fé, e acho que o Papa concordaria comigo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Noutra passagem:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A fé propõe um modo diferente de ver e agir no mundo, um “ser-estar”, em oposição ao “fazer” do paradigma científico-materialista. As coisas são entendidas e consideradas em si mesmas em vez de em função de sua possível utilidade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mal terminei (ou entendi totalmente) o primeiro capítulo, mas tem sido uma leitura extremamente interessante.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Lembro que nos anos 10 muitas meninas tinham aneroxia e se cortavam. Foi também a época da baleia azul, do Maicon Küster depressivo e daquela série da Netflix, os Treze Porquês. Assunto sério, os padrões de beleza inatingíveis, o bullying, a depressão; era discutido na televisão e tudo, a mesma que exibia a “Globeleza” seminua nos intervalos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Hoje, algumas meninas tiram os peitos e tomam hormônio masculino, outras tantas colocam &lt;em&gt;piercing&lt;/em&gt; no septo e pintam o cabelo com cores de sapo tóxico, e se declaram bissexuais; os meninos também, mais ou menos, mas todos incentivados e celebrados pela &lt;a href=&#34;https://ploum.net/2025-12-15-communication-entertainment.html&#34;&gt;nova&lt;/a&gt; &lt;a href=&#34;https://www.derekthompson.org/p/why-everything-became-television&#34;&gt;televisão&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ouvi não sei quando nem onde que, no período do romantismo, muitas e muitos idealizavam sofrer uma grande angústia, almejavam morrer por amor ou coisa do tipo. Eram uma espécie de emo do séc. XIX. Eu bem que poderia pesquisar as modas nocivas de outras épocas, mas em todas parece estar implícita a conclusão: adolescente é tudo igual.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://resumismo.blog.br/vigiar_punir.jpg&#34; alt=&#34;Vigiar e punir: gostoso demais&#34; title=&#34;Mas só quando não é com o Vorcaro&#34;&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ô meme que envelheceu mal.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;De ressentimento em ressentimento nasce uma ideologia maluca. Já percebeu o quanto &lt;em&gt;redpills&lt;/em&gt; e feministas se assemelham em amargura? (ui, rimou)&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Usando um linguajar mais, digamos, fanfiqueiro, admito: eu &lt;em&gt;shipo&lt;/em&gt; Nikolas Ferreira e Érika Hilton. Combinam em tudo. Aguardo ansiosamente o final do arco &lt;em&gt;enemies to lovers&lt;/em&gt; desses dois.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Outro dia no Mastodon alguém disse que é impossível ser de esquerda e não aceitar que mulheres trans são mulheres, no meu entender, no sentido mais literal possível: X é Y (ou melhor, Y é X), tipo uma afirmação metafísica.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Rapaz, a barreira de entrada tá alta, em?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ok, admito que estou um bocado turbotecnomachonazifascista hoje. Não leve a mal, é o pós-operatório dos sisos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Já adquiri um pacotinho de miojo para o caso de eu ser processado por esses textos bobos. A receita é pequenininha, vai ficar quase do mesmo tamanho das partes censuradas.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ficar pensando nesses assuntos é sinal de que estou passando tempo demais na internet. Enquanto me debato, faz um inverninho agradável lá fora, o ruído branco da chuva batendo nos telhados, um pássaro cujo nome não sei canta um lamento deprimido e engraçado. Um livro convida à leitura. Basta resistir por um minuto pra escapar da teia do celular.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas só mais um pouquinho, preciso monitorar a situação.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Com essa guerra no Oriente Médio, quem tem carro elétrico deve estar rindo à toa. Mas só até a próxima visita ao mercado.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;E o Construa Seus Sonhos, em, é um carro ou um smartphone gigante?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;O Catecismo, aquele amarelinho simpático, tem uma escrita erudita e simples ao mesmo tempo. É um dos melhores livros que já li. Poderia ter lido mais hoje se o celular não tivesse ganhado.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;O &lt;em&gt;youtuber&lt;/em&gt; de minimalismo digital que tem tocador de mp3, videogame portátil, Kindle, relógio Casio, tablet e-ink com caneta, conta no Obsidian, no Notion e no Norton, tocador de DVD, tocador de CD, tocador de fita, tocador de fita cassete, Super Nintendo original, PlayStation 2, TV de tubo, esperto-TV, esperto-lâmpadas, rede Wi-Fi &lt;em&gt;mesh&lt;/em&gt; com três repetidores e um roteador, um servidor com dez aplicações &lt;em&gt;self-hosted&lt;/em&gt;, e dois thinkpads rodando Arch Linux, mas que concede pesaroso ao pecado de ter um MacBook Pro, pra edição de vídeo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Resolvi testar esse estilo de textinhos avulsos inspirado pelas crônicas do &lt;a href=&#34;https://orlandotosetto.substack.com/&#34;&gt;Orlando Tosetto&lt;/a&gt;. Vai lá ler, o homi é bom demais.&lt;/p&gt;&#xA;</description>
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      <title>Textos Antitrabalho #1</title>
      <link>https://resumismo.blog.br/posts/2026-01-24-textos-antitrabalho-1/</link>
      <pubDate>Sat, 24 Jan 2026 11:20:00 -0300</pubDate>
      <guid>https://resumismo.blog.br/posts/2026-01-24-textos-antitrabalho-1/</guid>
      <description>&lt;h1 id=&#34;textos-antitrabalho-1&#34;&gt;Textos Antitrabalho #1&lt;/h1&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://resumismo.blog.br/wagie.jpg&#34; alt=&#34;Baseado em fatos reais&#34; title=&#34;Baseado em fatos reais&#34;&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ao longo de vários meses, num 2025 sem feriado e sem férias à vista, li vários textos sobre a “condição dos operários” ou perto disso. O fio que me arrastava a essas leituras é a ideia de que hoje em dia trabalha-se demais e sem necessidade. Se penso isso tendo um emprego tranquilíssimo em escala 5x2, fico imaginando o que pensa o &lt;em&gt;peão&lt;/em&gt; médio, trabalhando, com sorte, em escala 6x1 por 8+N horas diárias, ouvindo desaforo das madames do RH e dos chefes sem noção, tudo isso por um ou dois salários mínimos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;No &lt;a href=&#34;https://harpers.org/archive/1932/10/in-praise-of-idleness/&#34;&gt;In Praise of Idleness&lt;/a&gt; de Bertrand Russel a tese é exatamente essa. Trabalhamos demais e há uma narrativa de virtude do trabalho que busca justificar esse excesso. Ele argumenta que a sociedade como um todo seria mais feliz e mais próspera se todos trabalhassem menos&lt;sup id=&#34;fnref:1&#34;&gt;&lt;a href=&#34;#fn:1&#34; class=&#34;footnote-ref&#34; role=&#34;doc-noteref&#34;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Parece inconcebível pensar numa jornada de 6h diárias ou menor. Quem vai atender nas lojas, nos supermercados? Quem vai manter as fábricas funcionando? A solução proposta é bastante direta: contratar mais pessoas e reduzir a produção. O processos industriais tornaram-se mais eficientes e baratos ao longo dos anos, e a jornada de trabalho permaneceu a mesma. Ao contrário, aumentou-se a produção. E com o excesso de oferta no mercado, a concorrência faz com que diversas empresas fechem, gerando um excedente de desempregados. Se a produtividade fosse mantida, com menos horas trabalhadas, o cenário seria melhor para trabalhadores e empresários&lt;sup id=&#34;fnref:2&#34;&gt;&lt;a href=&#34;#fn:2&#34; class=&#34;footnote-ref&#34; role=&#34;doc-noteref&#34;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;No setor de serviços, por causa de uma visão absolutista do trabalho, o funcionário é obrigado a passar várias horas no posto mesmo sem nada pra fazer. A métrica é o tempo de disponibilidade e não a produtividade, mais um desperdício de tempo e dinheiro&lt;sup id=&#34;fnref:3&#34;&gt;&lt;a href=&#34;#fn:3&#34; class=&#34;footnote-ref&#34; role=&#34;doc-noteref&#34;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E o que acontece com os desempregados? Neste ponto é mais minha opinião do que a do autor. Uma parte fica desempregada, não tem outro jeito. É o chamado exército reserva ou algo assim; no Brasil isso se traduz em informalidade. A outra parte consegue novas posições, talvez mais precárias do que a anterior. Enquanto isso uma outra porção dos trabalhadores é absorvida em empregos de mentirinha. É a &lt;em&gt;professional-managerial class&lt;/em&gt; nos EUA, cujo equivalente também existe por aqui, embora menos numeroso. São trabalhos inúteis, puro leva-e-trás de papel (ou mais modernamente, mensagens no Slack), são os departamentos de RH, os departamentos de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), as agências de publicidade, os supervisores de supervisores — é uma boa parte do funcionalismo público e dos empregos de escritório.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O trabalho inútil também é fruto de um modo de pensar típico do nosso tempo: uma sanha por mudança e novidade frenéticas, sem descanso, as quais, no estágio atual, eu diria serem motivadas por alguma outra coisa que não o lucro. Simplesmente ficamos presos na roda e não pensamos muito no porquê&lt;sup id=&#34;fnref:4&#34;&gt;&lt;a href=&#34;#fn:4&#34; class=&#34;footnote-ref&#34; role=&#34;doc-noteref&#34;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Perdemos a conexão entre o trabalho e sua finalidade&lt;sup id=&#34;fnref:5&#34;&gt;&lt;a href=&#34;#fn:5&#34; class=&#34;footnote-ref&#34; role=&#34;doc-noteref&#34;&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Com uma jornada menor, teríamos tempo pra outras atividades, das obrigações rotineiras a projetos paralelos, negócios, estudo e, principalmente, um descanso restaurador que permita essa vida além do trabalho. Para Russel, é graças ao lazer, ao tempo livre, que as grandes conquistas da civilização foram possíveis, ainda que essa possibilidade estivesse restrita a uma diminuta classe dominante. Quantos maiores avanços não teríamos se mesmo 1% da população pudesse se dedicar ao seus interesses?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Um argumento comum contra a redução da jornada de trabalho é dizer que os empresários não conseguirão contratar mais pessoas e que as empresas vão quebrar. É uma preocupação justa. A solução é o governo reduzir a carga tributária e os encargos trabalhistas, nada mais óbvio. Não importa quão malvadão seja o capitalismo, ainda trabalhamos quase metade do ano só pra pagar imposto e, tapados ou não, a maioria dos empresários mal tem dinheiro pro giro de caixa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Outro argumento é o risco de as pessoas não saberem o que fazer com o tempo livre. Talvez a criminalidade aumente, ou muitos percam tudo apostando no tigrinho por falta do que fazer. Porém concordo com o autor em que tudo isso é mais um sinal do nosso fracasso enquanto sociedade. As pessoas já tiveram muito mais tempo livre no passado, e elas sabiam empregá-lo bem&lt;sup id=&#34;fnref:6&#34;&gt;&lt;a href=&#34;#fn:6&#34; class=&#34;footnote-ref&#34; role=&#34;doc-noteref&#34;&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. As dificuldades iniciais, se surgirem de fato, podem ser entendidas como parte do processo de cura depois de séculos de doença social.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Em geral acho a abordagem de Russel bastante sensata. Enquanto não concordo com a forma como é exposta em alguns pontos, como ao afirmar a maximização do prazer como objetivo final, soando por demais utilitarista, a tese é autoevidente pra qualquer pessoa que já sentiu a própria vida se esvaindo ao ter uma rotina de trabalho típica pela primeira vez.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Minha outra discordância, embora paralela ao assunto do texto e um tanto pedante, é quando Russel compara a exploração do trabalho do pobre pelo rico à submissão da mulher e as restrições à sua sexualidade etc. As normas impostas sobre as mulheres eram injustas e muitas vezes arbitrárias, mas o autor peida ao reduzir a questão a mera disputa de poder. Hoje sabemos que a relação entre os sexos vai muito além de simples poder e desigualdade de gênero, como discute Louise Perry na obra “The Case Against Sexual Revolution”. O texto sugere várias vezes uma visão de mundo utilitarista e materialista por parte do autor. Se são ideias recorrentes na sua obra não sei dizer.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Outra leitura interessante foi o &lt;a href=&#34;https://theanarchistlibrary.org/library/bob-black-the-abolition-of-work&#34;&gt;The Abolition of Work&lt;/a&gt; de Bob Black. Indo muito além do que Russel propõe, Bob Black afirma que o conceito de trabalho como temos hoje deveria ser abolido (!!!) em prol de uma visão lúdica do trabalho.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Os argumentos do autor se baseiam principalmente na ideia de que há uma degradação do trabalhador ao se submeter aos mandos e desmandos de outra pessoa, sendo o ambiente de trabalho algo semelhante a uma prisão. Ainda que o ambiente fosse melhor, não pode ser considerado algo humano alguém passar dias, meses e anos, oito horas por dia, fazendo a mesma coisa; isso mata a criatividade, a motivação, e cria uma legião de pessoas sem iniciativa e senso de si. As ideologias “pró-trabalhador” não ajudam, justamente por manterem o modelo de trabalho do sistema que pretendem destruir:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Marxists think we should be bossed by bureaucrats. Libertarians think we should be bossed by businessmen. Feminists don’t care which form bossing takes so long as the bosses are women. Clearly these ideology-mongers have serious differences over how to divvy up the spoils of power. Just as clearly, none of them have any objection to power as such and all of them want to keep us working.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;Aqui ele mandou uma pedrada.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O autor também rejeita a ideia de lazer (o mesmo “leisure” do Russel), pois é entendido sempre como descanso em função do trabalho, e nunca se fala do trabalho em função do descanso. O ócio criativo deveria ser o objetivo final, a vida do trabalhador voltada para seus interesses, sendo o trabalho mera fonte de renda. Na verdade, o próprio termo “trabalhador” não faz muito sentido nessa visão.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Em muitos aspectos, o texto de Bob Black é semelhante ao de Russel, especialmente na crítica ao excesso de trabalho e na valorização do tempo livre. A diferença está na orientação anarquista e na análise mais aprofundada do poder e da divisão entre tempo livre e trabalho.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu sinceramente duvido que seja possível implementar o que ele sugere, mas são ideias com as quais concordo se aplicadas ao indivíduo. Ninguém gosta de trabalhar e tampouco de ficar desocupado.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;Enfim, é bom ter em mente que argumentos consideram cenários hipotéticos. Na vida real tudo é mais complicado, e um dos erros das ideologias é se apegar demais à teoria e promover à força suas visões de paraíso na Terra. Dito isso, acredito que reduzir a jornada de trabalho, junto de uma redução dos impostos sobre pequenas e médias empresas, seria uma mudança gradual e simples o suficiente para que a sociedade pudesse se adaptar. Isso sem a necessidade de revoluções armadas, de destruição das instituições (por piores que sejam), de derramamento de sangue inocente, etc., como sugerem comunistas, anarquistas e tantos outros &lt;em&gt;*istas&lt;/em&gt; por aí.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;div class=&#34;footnotes&#34; role=&#34;doc-endnotes&#34;&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;ol&gt;&#xA;&lt;li id=&#34;fn:1&#34;&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;I want to say, in all seriousness, that a great deal of harm is being done in the modern world by the belief in the virtuousness of work, and that the road to happiness and prosperity lies in an organized diminution of work.&lt;/em&gt;&amp;#160;&lt;a href=&#34;#fnref:1&#34; class=&#34;footnote-backref&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;&gt;&amp;#x21a9;&amp;#xfe0e;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li id=&#34;fn:2&#34;&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;The (Second World) War showed conclusively that by the scientific organization of production it is possible to keep modern populations in fair comfort on a small part of the working capacity of the modern world. If at the end of the War the scientific organization which had been created in order to liberate men for fighting and munition work had been preserved, and the hours of work had been cut down to four, all would have been well. Instead of that, the old chaos was restored, those whose work was demanded were made to work long hours, and the rest were left to starve as unemployed.&lt;/em&gt;&amp;#160;&lt;a href=&#34;#fnref:2&#34; class=&#34;footnote-backref&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;&gt;&amp;#x21a9;&amp;#xfe0e;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li id=&#34;fn:3&#34;&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Why? Because work is a duty, and a man should not receive wages in proportion to what he has produced, but in proportion to his virtue as exemplified by his industry.&lt;/em&gt;&amp;#160;&lt;a href=&#34;#fnref:3&#34; class=&#34;footnote-backref&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;&gt;&amp;#x21a9;&amp;#xfe0e;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li id=&#34;fn:4&#34;&gt;&#xA;&lt;p&gt;Essa ideia é bem explorada no “24/7, Capitalismo Tardio e os Fins do Sono” de Jonathan Crary.&amp;#160;&lt;a href=&#34;#fnref:4&#34; class=&#34;footnote-backref&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;&gt;&amp;#x21a9;&amp;#xfe0e;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li id=&#34;fn:5&#34;&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;It is this divorce between the individual and the social purpose of production that makes it so difficult for men to think clearly in a world in which profitmaking is the incentive to industry.&lt;/em&gt;&amp;#160;&lt;a href=&#34;#fnref:5&#34; class=&#34;footnote-backref&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;&gt;&amp;#x21a9;&amp;#xfe0e;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li id=&#34;fn:6&#34;&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;It will be said the while a little leisure is pleasant, men would not know how to fill their days if they had only four hours (of) work out of the twenty-four. In so far as this is true in the modern world it is a condemnation of our civilization; it would not have been true at any earlier period. There was formerly a capacity for light-heartedness and play which has been to some extent inhibited by the cult of efficiency. The modern man thinks that everything ought to be done for the sake of something else, and never for its own sake.&lt;/em&gt;&amp;#160;&lt;a href=&#34;#fnref:6&#34; class=&#34;footnote-backref&#34; role=&#34;doc-backlink&#34;&gt;&amp;#x21a9;&amp;#xfe0e;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;/ol&gt;&#xA;&lt;/div&gt;&#xA;</description>
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      <title>Uma Resenha Tardia do GNOME 47</title>
      <link>https://resumismo.blog.br/posts/2025-04-04-uma-resenha-tardia-do-gnome-47/</link>
      <pubDate>Sat, 05 Apr 2025 08:00:00 -0300</pubDate>
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      <description>&lt;h1 id=&#34;uma-resenha-tardia-do-gnome-47&#34;&gt;Uma Resenha Tardia do GNOME 47&lt;/h1&gt;&#xA;&lt;p&gt;Topei com uma &lt;a href=&#34;https://www.dedoimedo.com/computers/gnome-40.html&#34;&gt;review&lt;/a&gt; já um tanto antiga do site Dedoimedo (que nome, em?) sobre o GNOME 40 e feita à época do lançamento. Por acaso naquele ano eu acompanhava as lives de código do Georges Stavracas e foi quando pela primeira vez eu tive vontade de usar o GNOME. Hoje tenho instalada a versão 47 no Fedora 41. Enfim, na &lt;em&gt;review&lt;/em&gt; o autor aponta todo tipo de frustrações e deficiências do &lt;em&gt;shell&lt;/em&gt;; ele parece especialmente revoltado com o fato de não poder minimizar as janelas. Na época eu usava somente o XFCE e acabei concordando com a maioria das críticas.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mesmo assim, lá em 2023, acabei trocando para o GNOME após ter comprado um notebook com tela 1080p e não conseguir usar escala fracionada (com desempenho decente) no desktop do ratinho. A escala de 125% não fica superboa no GNOME como é no Windows e no KDE, mas, não sei se pelo tema padrão, pelas convenções dos menus ou pela colocação dos elementos na tela, a interface do KDE me incomoda demais, chega a dar uma leve sensação de ansiedade. Minha primeira distro com GNOME foi então o Debian 12 e depois fui para o Fedora 40. Hoje, tendo usado o GNOME por quase dois anos, depois de dois anos de XFCE, resolvi fazer minha própria &lt;em&gt;review&lt;/em&gt;, embora se pareça mais com uma apologia.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;h2 id=&#34;o-tal-do-workflow&#34;&gt;O Tal do &lt;em&gt;Workflow&lt;/em&gt;™&lt;/h2&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;É uma interface&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;&lt;em&gt;Muito engraçada&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;&lt;em&gt;Não minimiza&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&#xA;&lt;em&gt;Não tem nem barra&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;Tanto os que falam bem como os que falam mal mencionam o &lt;em&gt;workflow&lt;/em&gt;, que é simplesmente o modo como você faz as coisas. No GNOME não existe barra de tarefas, nem botão de maximizar, nem de minimizar, nem ícones na área de trabalho. A primeiríssima vez em que usei o GNOME 3 foi um choque, não tanto pela falta dos recursos e sim pelos botões IMENSOS. Eu ainda usava um humilde Lenovo G400s com tela 720p e intel celeron. Achei inaceitável a falta de espaço e o desempenho engasgado, então tirei o pendrive e toquei fogo, e prossegui para um ritual de purificação (instalação do Linux Mint XFCE). Hoje os botões e as barras das janelas têm um tamanho mais aceitável, e o desempenho melhorou muito.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Enfim, o &lt;em&gt;workflow&lt;/em&gt;: acabei acostumando. Na verdade acho melhor do que o paradigma de desktop tradicional nos notebooks (graças aos gestos no touchpad). Os botões grandes e a exposição das janelas no &lt;em&gt;overview&lt;/em&gt; garantem que eu não precise ficar “mirando” nas coisas, nem catando ícones na barra de tarefas. Uma crítica pode ser feita quanto a necessidade de mover o cursor até o canto da tela para então mostrar os aplicativos e alternar, com a qual concordo. Usar somente mouse no GNOME é uma tarefa ingrata, embora não muito distante do que acontece em outros desktops. Experimente navegar pelos menus dentro de menus do KDE, só no mouse&amp;hellip; A solução no GNOME é usar mais o teclado, principalmente a tecla super, e os gestos do touchpad. Chuto haver um incentivo proposital para que o usuário priorize a navegação pelo teclado.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Outra particularidade é que uma nova área de trabalho é criada automaticamente à direita da atual sempre que houver um aplicativo aberto. Resulta daí que elas são criadas indefinidamente em resposta à demanda por mais espaço. Se você dedicar cada área de trabalho para uma tarefa específica a tendência é haver menos aplicativos na tela.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Considerando a questão do mouse, costumo não maximizar as janelas quando estou alternando entre elas frequentemente. Assim posso usar o mouse quando necessário, evitando aquela viagem até o canto da tela. Vai ver é outro incentivo implícito, agora para que tratemos a tela como uma espécie de quadro interativo ou mesa que te obriga a ser organizado.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Costumo deixar entre uma e cinco janelas na mesma tela, geralmente o suficiente para a tarefa que estou executando. Porém há quem diga que o certo mesmo é uma janela por área de trabalho. É uma preferência que depende muito do tamanho da tela, também.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Tenho a impressão de trabalhar com a mesma rapidez no GNOME e no XFCE, com o bônus de que o GNOME deixa meu notebook mais utilizável sem o mouse.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;h2 id=&#34;extensões&#34;&gt;Extensões&lt;/h2&gt;&#xA;&lt;p&gt;Uso poucas extensões e do tipo que quase não altera o funcionamento do &lt;em&gt;shell&lt;/em&gt;. Tem uma que é para interromper o carregamento da bateria antes dos 100% (tornou-se recurso nativo no GNOME 48); tem uma de histórico da área de transferência; outra serve para tirar a cor da tela (acredito que esse recurso vem na próxima versão, também); uma extensão para ativar o botão de hibernar, embora eu não use com frequência depois de ter configurado o &lt;em&gt;sleep-then-hibernate&lt;/em&gt; no systemd; um indicador de &lt;em&gt;numlock&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;capslock&lt;/em&gt;, porque tenho um teclado sem luzinha; e enfim a extensão da bandeja de aplicativos (aqueles minimizados, tipo a Steam), que, realmente, não dá para ficar sem.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Pode-se dizer que o uso generalizado de extensões indica uma falta de recursos essenciais. De fato o GNOME tem menos recursos e a remoção da bandeja de ícones sem oferecer alternativas foi uma decisão, sinceramente, idiota, ainda que fundamentada. Mas as extensões resolvem o problema, e permitem um nível de customização ilimitado. Você pode pesquisar pela extensão que precisa ou desenvolver sua própria usando javascript. Não que seja super trivial, mas a opção está aí para os insatisfeitos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;h2 id=&#34;uma-crítica-importante&#34;&gt;Uma Crítica Importante&lt;/h2&gt;&#xA;&lt;p&gt;Vindo do XFCE, eu valorizo a estabilidade ao longo dos anos mais do que qualquer outra coisa num programa de computador, até porque isso costuma acompanhar outras qualidades como minimalismo e estabilidade no sentido de não dar pau. Eu sei que posso agora mesmo baixar o Debian 12 com XFCE e encontrar o mesmo ambiente de cinco, dez anos atrás. Já o GNOME passou por aquela mudança abrupta da versão 3 e depois por uma reorganização na versão 4 (ou 40), fora as atualizações regulares de seis em seis meses. Eu gosto de como está agora (fluxo de trabalho, estética, organização em geral) porém, dado o histórico, é certo de que cedo ou tarde chegaremos em alguma outra coisa distinta do GNOME atual.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Acredito que hoje o computador, hardware e software, é como um carro: a base já está bem definida e as inovações se restringem a melhorias incrementais. Mesmo assim as atualizações são frequentes e sempre adicionam alguma coisa. Não é sempre um problema ou algo exclusivo do GNOME, mas eu gostaria muito que ele chegasse num ponto em que os desenvolvedores dissessem “atingimos nossa visão. Só atualizações pontuais daqui em diante”.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;h2 id=&#34;conclusão&#34;&gt;Conclusão&lt;/h2&gt;&#xA;&lt;p&gt;É isso a &lt;em&gt;review&lt;/em&gt;. Um tanto desorganizada mas acho que toquei nos pontos que me interessam. Até aqui o GNOME tem me atendido bem e as atualizações têm trazido melhorias reais - digo apesar do parágrafo acima sobre estabilidade. O fluxo de trabalho é bastante diferente mas satisfatório, e a estética, dos temas à linguagem de interface dos aplicativos, é caprichada ao mesmo tempo em que não chama atenção para si. É realmente o Mac OS do software livre, apesar de, ultimamente, pelo que ouço falar, o próprio Mac OS não estar à altura do seu nome.&lt;/p&gt;&#xA;</description>
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      <title>Ogro não saber ler</title>
      <link>https://resumismo.blog.br/posts/2025-03-22-ogro-n%C3%A3o-saber-ler/</link>
      <pubDate>Sat, 22 Mar 2025 16:01:00 -0300</pubDate>
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      <description>&lt;h1 id=&#34;ogro-não-saber-ler&#34;&gt;Ogro não saber ler&lt;/h1&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://resumismo.blog.br/ogro.png&#34; alt=&#34;Para não dizerem que me escondo no anonimato aí está uma foto minha.&#34;&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Publicarei aqui minhas impressões sobre livros, (tentativas de) ensaios, opiniões extremistas (ex.: o feijão vai &lt;em&gt;do lado&lt;/em&gt; do arroz) e qualquer outro texto maior que me der na telha escrever. Antes de tudo este blog é um incentivo para que eu leia mais e saia um pouco do computador e das redes sociais, e também um ambiente de testes onde poderei brincar com hospedagem de sites, DNS, compra de domínio e outras coisas que todo mundo acha divertidíssimas.&lt;/p&gt;&#xA;</description>
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